sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Amor Nenhum

Canção para um amor
amor qualquer, amor algum
canção para amor nenhum
Todos que foram, todos que virão
Apenas uma canção...
Para o que não existe
e por se fazer a resistência
de um amor que se inventa
e por sua inexistência por si só se contempla
o nascimento de uma flor...
O nascimento de um amor...
Amor qualquer, amor algum
o invisível amor nenhum
De terra e mar, de fogo e ar
de um mistério intocável à arte imutável de amar...
E se encontra a suspirar e ver tudo acabar
para então assim...
Poder recomeçar de um fim
Como uma fênix a queimar, para novamente respirar
dos desportos do que ela sempre foi
E esse é o segredo que faz a terra girar...
E é essa sensação que faz o corpo se movimentar...
A simples arte de amar
mesmo quando não se há, concretas fontes de quem amar
Amor qualquer, amor algum
mesmo quando, amor nenhum

Tempo


Ela queria uma solução e não um tempo
E a minha solução era dar um tempo
Se ninguém pode ficar bem ao mesmo tempo
Que fiquem bem com o tempo
Ela queria derramar lágrimas de alegria
e eu sabia que essas lágrimas se escondiam
Eu não aguentava mais fingir um centímetro
Joguei as chaves e as portas foram se abrindo...
Quanto tempo é preciso para se entender que tempo
é o que precisamos?
Para encontrar o que nele se esconde a sete chaves
...

Vestígios do agora

Agora...
Milhões de coisas acontecendo ao mesmo tempo
e eu?
Não consigo me assustar
Mais uma vez...
Mihões de corações sofrendo
e eu?
Não consigo me preocupar
Apenas sinto o vento
Deixo a correnteza me levar
Junto com vestígios de coincidências
Encontro a paz no teu olhar
Agora...
Tanta coisa sendo deixada para trás
sinto até que nada foi meu
Até me esforço pra sentir,
Mas...
Me ausenta a falta, se é que me pertenceu.
Apenas deixo o vento me acertar
E sigo a correnteza
Num mistério profundo
de vida em mil incertezas
Agora...